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Cuidado: pouco carboidrato (e muito também) mata! Ou mais terrorismo nutricional na imprensa.

Um estudo recente causou reboliço nas redes sociais e na imprensa - publicado na revista Lancet, o estudo analisou a relação entre o consumo de carboidrato e expectativa de vida. Na imprensa, o estudo surgiu com manchetes como "Dieta low carb pode aumentar a mortalidade".


Pelas manchetes leva-se a crer que o estudo aponta causa e efeito - ou seja, quem adota um estilo de vida low carb vive menos. Mas será que é isso mesmo?


O estudo em questão conclui no final que:


"Nossas descobertas sugerem uma associação negativa de longo prazo entre a expectativa de vida e dietas com baixo e alto carboidrato….."


Em suma, associação - e não nexo causal.


Frequentemente esse tipo de estudo causa problemas quando divulgado na imprensa, gerando mais desinformação do que informação. Estudos dessa natureza (observacionais) são ótimos para apontar tendências ou caminhos, mas outros tipos de estudos precisam ser feitos para confirmar ou não quaisquer conclusões levantadas.


No caso dos estudos é importante também estar atendo a viés de confusão. No estudo em questão por exemplo, os participantes que adotavam dieta low carb eram também os que se exercitavam menos, fumavam mais, estavam mais obesos, consumiam a maior parte das proteínas de origem animal e tiveram a menor concentração de frutas ou vegetais.  As conclusões foram tiradas a partir de análise de questionários de frequência alimentar.


Em resumo:  talvez, o que se possa ver como tendência é que se você faz uma Low Carb de qualidade RUIM, TALVEZ possa fazer mal a sua saúde.


A dica que segue é seguir as leis de Escudero (que foram feitas em 1937 e ainda são consideradas atuais) em tudo que se refere a alimentação: quantidade, qualidade, harmonia e adequação.